África Subsaariana tem 22 milhões de seropositivos (Português para África)

1 dezembro 2008

Cerca de 75% das vítimas de HIV são africanos; Secretário-Geral diz que governos estão a cumprir as promessas para reduzir as mortes provocadas pela Sida, mas avisa que ainda há muito trabalho para fazer.

João Rosário, da Rádio ONU em Nova York.

Na mensagem em que assinala o Dia Mundial de Luta contra a Sida, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, notou que, hoje em dia, há menos pessoas a serem infectadas e a morrerem por causa da Sida.

Ban pediu mais vigilância para que o combate à doença comece logo que seja detectada, e apelou ao fim da discriminação de que são alvo os seropositivos.

Prevenção

De acordo com as Nações Unidas, 22 milhões de pessoas na África Subsaariana estão infectadas com o HIV e cerca de 75% das vítimas fatais da doença são do continente.

O Secretário-Geral destacou alguns passos positivos que têm sido dados para combate a Sida, entre eles o aumento dos apoios dos governos para permitir tratamentos, prevenção e apoio de forma universal.

O Secretário-Geral notou que os governos estão a cumprir as suas promessas de aumentarem o acesso universar à prevenção, cuidados e tratamentos contra a Sida, mas Ban Ki-moon declarou que a luta contra a Sida está no início e que a doença não vai desaparecer de imediato e que as infecções ocorrem mais depressa do que o seu tratamento.

Vítimas

As Nações Unidas calculam que cerca de 33 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com o HIV.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, OMS, a Sida é a principal causa de morte na África subsaariana entre os adolescentes e jovens dos 13 aos 25 anos.

Tendências

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Sida, Unaids, propõe aos países que adoptem um novo método de combate à pandemia, que passa pela adequação à realidade da doença em cada país.

Segundo esta agência da ONU, os estudos mostram que existem três grandes tendências nos modos de transmissão e desenvolvimento do HIV.

A mais comum nos países da África Sub-saariana com grande prevalência da doença, as novas infecções ocorrem sobretudo em resultado de haver uma grande troca de parceiros sexuais, e entre casais onde um dos elementos está infectado.

Discriminação

Outra grande tendência da transmissão da doença é que a epidemia conhece alterações ao longo do tempo, pelo que é recomendado fazerem-se testes e análises em permanência.

A terceira grande tendência apontada pelo Unaids em muitos países é a falta de inclusão nos programas de prevenção e combate à doença das pessoas com comportamentos de maior risco, como os trabalhadores do sexo e os seus clientes, utilizadores de drogas injectáveis e homossexuais.

 

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