ONU diz que 27 milhões sofrem com escravatura

ONU diz que 27 milhões sofrem com escravatura

Alta comissária para Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, disse que tráfico de seres humanos e venda de crianças são práticas que destroem vidas.

Samantha Barthelemy, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas comemoram, nesta terça-feira, o Dia Internacional da Abolição da Escravatura.

Na mensagem para assinalar a data, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, refere a sua preocupação com o risco de que a actual crise financeira mundial possa tornar os povos mais pobres vulneráveis a situações de escravatura.

Tráfico

Noutra mensagem, a alta comissária para Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, pediu esforços conjuntos para pôr fim à escravatura e às práticas relacionadas que persistem através do mundo. Pillay afirmou que 27 milhões de pessoas sofrem com o problema no mundo.

Segundo as Nações Unidas, apesar da escravatura ter sido abolida há mais de 200 anos, ainda existem, em alguns países, novas formas, que poderiam ser classificadas de escravatura moderna, como o tráfico de seres humanos, a venda de crianças e a prostituição infantil.

Consequências

Pillay afirmou que a escravatura é um crime contra a Humanidade que já destruiu vidas e sociedades.

De acordo com a alta comissária da ONU, o sofrimento não terminou com o fim da escravatura, e os descendentes de escravos continuam a carregar as consequências do tratamento dado aos seus antepassados.

Apresentação*: João Rosário, da Rádio ONU em Nova York