Procurador do TPI quer apoio do Conselho de Segurança

Procurador do TPI quer apoio do Conselho de Segurança

Segundo Luis Moreno Ocampo (foto), há provas do envolvimento do presidente do Sudão em crimes cometidos no Darfur; procurador pede que o Conselho de Segurança acolha qualquer decisão tomada pelo TPI sobre o caso.

João Rosário, da Rádio ONU em Nova York.

O procurador do Tribunal Penal Internacional, TPI, Luis Moreno Ocampo, apresentou ao Conselho de Segurança da ONU factos que entende serem provas de que o presidente do Sudão, Omar Hassan al-Bashir, está directamente envolvido em crimes de guerra no Darfur.

O procurador foi apresentar ao Conselho de Segurança os últimos desenvolvimentos das investigações que está a conduzir sobre crimes de guerra no Darfur. O jurista pediu o apoio do órgão da ONU em suas investigações sobre o caso.

Provas

Moreno Ocampo disse aos jornalistas que o Conselho de Segurança foi informado sobre como o presidente do Sudão tem um papel activo nas decisões que levam aos crimes no Darfur.

Ele disse que informou ao Conselho de Segurança sobre como o presidente al-Bashir promete justiça, promove o fim dos combates, mas depois manda bombardear escolas. Moreno Ocampo explicou ao Conselho de Segurança que isto é parte das provas que mostram o papel do presidente al-Bashir como mandante e sobre o encobrimento dos crimes”, disse

O procurador do TPI Moreno Ocampo emitiu um mandado de captura contra o presidente do Sudão por alegado envolvimento em crimes de guerra.

Mandado em Estudo

O procurador informou o Conselho de Segurança que o mandado está em estudo pelos juizes do TPI, mas pediu ao Conselho que não colabore no encobrimento de quaisquer crimes que possam ser imputados ao chefe de Estado sudanês.

Num discurso, esta quarta feira, na sede da ONU, em Nova Iorque, o procurador do TPI disse que se mantém o genocídio no Darfur, assim como as violações dentro e fora dos campos dos deslocados.

O procurador do TPI Moreno Ocampo informou também que alguns suspeitos considerados “muito importantes” continuam em liberdade.