Acordo sobre bombas ajuda Guiné-Bissau

3 dezembro 2008

Cerimónia ocorre em Oslo, na Noruega; uso de explosivos causou milhares de mortes e contaminação do solo em várias partes do mundo.

João Rosário, da Rádio ONU em Nova York.

O trabalho de desminagem na Guiné-Bissau pode beneficiar da Convenção sobre Bombas de Fragmentação, que é assinado esta quarta-feira em Oslo, na Noruega.

O acordo proíbe o uso, produção, armazenamento e transferência dos explosivos, que já mataram ou feriram milhares de pessoas em todo o o mundo.

Prevenção

O coordenador da Campanha contra Minas Terrestres e Bombas Cluster no Brasil, Cristian Wittman, falou à Rádio ONU, de Oslo, que o documento vai apoiar a desminagem na Guiné-Bissau e prevenir mais mortes no futuro.

“A Guiné-Bissau tem grandes desafios em relação à assistência às vítimas. Fazendo parte desta convenção, a Guiné-Bissau vai dar mais apoio no trabalho que está a ser feito no campo da desminagem, que é um grande desafio para evitar vítimas no futuro. Este tratado vai ajudar o país a cumprir as suas obrigações de limpar os seus terrenos", disse.

Segundo o acordo, os países também se comprometem a destruir arsenais, limpar áreas contaminadas pela presença das bombas além de ajudar as vítimas de explosões.

Nova York

De acordo com especialistas, as bombas foram desenvolvidas durante a Segunda Guerra Mundial. Nas últimas décadas, grupos de activistas começaram a pedir a proibição dos explosivos responsáveis por mortes e ferimentos graves de muitos civis.

Após assinada pelos países representados em Oslo, a Convenção sobre Bombas de Fragmentação deve ser trazida para Nova York, onde será colocada à disposição para mais assinaturas.

 

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