ONU diz que 2009 é ano decisivo para Somália

4 dezembro 2008

Alerta foi feito por coordenador de Ajuda Humanitária no país; organização pede medidas práticas para melhorar a situação.

João Rosário, da Rádio ONU em Nova York.

O coordenador de Ajuda Humanitária da ONU na Somália, Mark Bowden, adverte que o país enfrenta o que chamou de “destruição total”, em 2009, se não houver mais ajuda internacional.

De acordo com Bowden, a crise que a Somália enfrenta, há 17 anos, atingiu uma fase difícil, numa altura em que o país passa pelo terceiro ano consecutivo de seca, com consequências graves para a população.

Ano Decisivo

Bowden disse que 2009 é o ano decisivo para o futuro da Somália.

A ONU calcula que 3,2 milhões de somalis precisam de ajuda, o que equivale a 40% da população.

Mais de 1 milhão de deslocados têm sido vitímas de violência e milhares de somalis estão desabrigados.

A ONU lançou esta quarta-feira um apelo para reunir US$ 918 milhões para pôr a funcionar 200 projectos de mais de várias agências das Nações Unidas no país, organizações internacionais e organizações não governamentais.

A ONU prevê um ano de 2009 igualmente difícil para as populações deslocadas na província do Darfur, no Sudão.

O sub-secretário da ONU para os assuntos humanitários e coordenador de ajuda de emergência, John Holmes, declarou ao Conselho de Segurança que o governo sudanês e os rebeldes partilham o mesmo tipo de responsabilidades em relação à violência sobre civis no Darfur.

A ONU estima que 300 mil pessoas tenham morrido no conflito e que 2,7 milhões estejam em situação de deslocados.

Holmes referiu-se também ao Chade, desta vez com optimismo na resolução do conflito interno, apesar do país acolher 260 mil refugiados do Darfur e 57 mil refugiados da República Centro-Africana, além de lidar com os seus próprios deslocados, que ultrapassam as 180 mil pessoas.

 

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