Nações Unidas pedem US$ 500 milhões para emergências

Nações Unidas pedem US$ 500 milhões para emergências

Secretário-Geral, Ban Ki-moon (foto), lembrou em apelo que milhões de pessoas foram salvas no mundo através do envio rápido de dinheiro para programas humanitários.

João Rosário, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, justificou esta quinta feira o reforço anual de US$ 500 milhões para o Fundo de Resposta de Emergência das Nações Unidas com o sucesso deste mecanismo no auxílio urgente às populações em risco, em várias partes do mundo.

Ban, que falou numa conferência na sede da ONU, em Nova Iorque, avisou que a actual crise financeira mundial, as mudanças climáticas e o crescimento da população do planeta poderão justificar, no futuro, aumentos nos pedidos para ajuda de emergência.

Catástrofes

O Secretário-Geral apelou à contribuição do maior número de países porque segundo ele, milhões de vidas estão sob risco.

O Fundo de Resposta de Emergência das Nações Unidas foi criado em 2006, como parte da reforma da ONU, com o objectivo de acelerar a intervenção da organização face a desastres naturais ou catástrofes provocadas por seres humanos.

Este mecanismo permite disponibilizar valores na ordem de milhões de dólares em 48 horas.

Decisivo

O Fundo veio acabar com atrasos que, no entender do Secretário-Geral da ONU, “são mortais porque é nas primeiras horas de uma crise que a maior parte das vidas são salvas, ou perdidas”, disse.

As Nações Unidas notaram que, no sistema anterior ao Fundo de Emergência, o dinheiro para ajudar os deslocados do Darfur, no Sudão, no início da crise humanitária, demorou quatro meses a chegar aos destinatários.

Contribuintes

Noutro exemplo, a consequência da demora na disponibilização de US$ 9 milhões para combater uma praga de gafanhotos na região africana do Sahel, em 2004, resultou num segundo pedido de dinheiro, no valor de US$ 100 milhões.

O Fundo de Emergência da ONU já beneficou as populações de 67 países. Quase metade dos estados que compõe a ONU já contribuiram para este fundo. Na lista estão, entre outros, Brasil, China, Indonésia e a Síria.