Governo do Zimbabué deve assumir responsabilidade na crise de cólera, diz Ban

12 dezembro 2008

Secretário-Geral da ONU pediu ao presidente Robert Mugabe que salvaguarde futuro do país e do povo.

João Rosário, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que o governo do Zimbabué não pode fugir às suas responsabilidades no surto de cólera que o país regista.

Segundo a OMS, a cólera já matou até este momento 792 pessoas e 16,7 mil estão infectadas.

Herança

Em declarações esta sexta-feira, em Genebra, Ban exortou o presidente zimbabueano, Robert Mugabe, a olhar para o futuro do país e fazer com que termine o sofrimento do seu povo.

Ban disse que que está muito preocupado com o facto da cólera estar a alastrar no país e na região, e da situação humanitária se estar a deteriorar, por isso considera que a liderança do Zimbabué não pode fugir às suas responsabilidades. Ban disse ainda que apelou para a necessidade de justiça no rescaldo de possíveis atropelos às leis internacionais de protecção dos direitos humanos.

Segundo agências de notícias, na quinta-feira, o presidente do Zimbabué teria afirmado que a crise da cólera no país já estaria resolvida com a ajuda da ONU, em particular da Organização Mundial da Saúde, OMS.

Epidemia Continua

Questionado sobre essas declarações de Mugabe, o Secretário-Geral da ONU disse que não podia concordar que a epidemia já teria passado.

Segundo Ban, atendendo aos últimos números de vítimas, que considerou alarmantes, não pode aceitar que o surto tenha acabado e disse ainda que a ONU vai continuar a ajudar os que precisam.

Ban disse que falou directamente com o presidente zimbabueano sobre o surto de cólera que ocorre no país desde Agosto e apelou a Mugabe a que honrasse o seu compromisso enquanto líder do Zimbabué, de forma a que deixe uma herança positiva no país.

Unicef Actua

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, desenvolve uma intervenção de emergência para combater a cólera.

O Unicef lançou um apelo para conseguir US$ 17,5 milhões para desenvover um plano de acção de 4 meses no terreno.

Por seu lado, a Organização Mundial da Saúde, OMS, espera reunir US$ 6 milhões para recuperar o sistema de saúde zimbabueano que não funciona e ainda fornecer água potável à população.

 

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