FAO diz que África precisa desenvolver agricultura

15 dezembro 2008

Conferência Africana sobre Água e Agricultura, organizada pela FAO, na Líbia, arrancou com avisos para o futuro do continente; a vida de milhões de pessoas depende de uma agricultura duradoura.

João Rosário, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O director-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, Jacques Diouf, abriu a conferência sobre Água para Agricultura e Energia em África, em Sirte, na Líbia, dizendo que a recuperação da produção agrícola nos países pobres “é a única forma viável e duradoura para combater a fome”, por isso, disse Jacques Diouf, os africanos precisam de investir na agricultura.

Revolução Azul

De acordo com a FAO, ao longo de três dias, representantes de mais de 53 Estados africanos vão trabalhar na proposta de uma Revolução Azul, que permita transformar os recursos hidricos do continente no motor para o desenvolvimento africano.

O assessor principal do secretário-geral da Convenção da ONU sobre Combate à Seca e à Desertificação, António Pires, disse, à Rádio ONU, da Cidade da Praia, que a aposta na agricultura é essencial para África.

“Não há outra alternativa. A grande maioria das populações pobres africanas vive nas zonas rurais. É nas zonas rurais que os Estados africanos investem menos. Há poucos Estados africanos, talvez dois ou três que, neste momento, os investimentos em agricultura e água ultrapassam os 10%” disse.

Risco Futuro

O projecto recuperação da agricultura africana e da água debatido na Líbia prevê um investimento de US$ 65 mil milhões, a serem aplicados ao longo de 20 anos em iniciativas de irrigação e aproveitamento energético que sejam necessários nos vários países.

 

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