Prisão perpétua para acusados de genocídio no Ruanda

18 dezembro 2008

Segundo Tribunal Penal Internacional para Ruanda, pelo menos 500 mil pessoas morreram no massacre de membros da etnia tutsi e hutus moderados em 1994.

João Rosário, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

O Tribunal Penal Internacional para Ruanda condenou o antigo encarregado da Defesa do país, Theoneste Bagosora, a prisão perpétua pelo genocídio de membros da etnia tutsi e hutus moderados em 1994.

O tribunal, com sede em Arusha, na Tanzânia, sentenciou mais dois acusados também a prisão perpétua. Anatole Nsegiyumva e Alloys Ntabakuzem, ex-comandantes militares.

Milícia

Ambos foram sentenciados por genocídio e crimes contra a Humanidade.

Um quarto acusado, Gratien Kabiligi, foi absolvido e posto em liberdade imediata.

O tribunal da ONU também concluiu que os três organizaram, treinaram e armaram a milícia Interahamwe, responsável pela maior parte das mortes de tutsis e hutus moderados durante o genocídio.

De acordo com o Tribunal Penal Internacional para o Ruanda, a violência no país, em 1994, fez mais de 500 mil vítimas.

Mas outras fontes citam até 800 mil mortes.

Ao todo, o julgamento contou com 242 testemunhas e durou cerca de 1 ano e 40 dias.

 

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