Rebeldes voltam a atacar civis na RD Congo, diz ONU

18 dezembro 2008

Os espancamentos e pilhagens regressaram ao Kivu Norte, segundo Missão da ONU no país, Monuc.

João Rosário, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão da ONU na República Democrática do Congo, Monuc, revelou que estão a ocorrer novos ataques contra civis na província do Kivu Norte.

A Monuc tem conhecimento de casos de espancamentos e prisões, bem como de pilhagens a lojas e a casas, na região de Kiwanja.

Mensagem

A ONU apelou ao fim imediato dos actos de violência. Segundo a Monuc, há relatos de que o movimento rebelde Congresso Nacional para a Defesa do Povo, Cndp, estaria por trás dos abusos contra os civis.

O representante especial do Secretário-Geral para a RD Congo, Alan Doss, dirigiu uma mensagem ao líder dos rebeldes, o general Laurent Nkunda, exigindo o fim dos abusos.

Em Nova Iorque, o embaixador de Angola nas Nações Unidas, Ismael Martins, disse nesta entrevista exclusiva à Rádio ONU, que seu país está disponível para ajudar o país vizinho com a sua experiência na resolução de conflitos.

Respeito

“É preciso que a RD Congo tenha a sua integridade territorial e a sua soberania respeitadas. Esse respeito passa pelo reconhecimento, pelos seus vizinhos. Em Angola, respeitamos a integridade territorial da RD Congo. Precisamos que este país prospere, para estabelecermos parcerias bilaterais e para que Angola também prospere na África Central. A região precisa de estabilidade. É uma das zonas mais ricas do continente, mas também é das mais afectadas por crises”.

A Monuc considera que a violência na RD Congo já provocou a fuga de cerca de 250 mil civis das suas casas desde Agosto, quando os combates irromperam.

 

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