Fim de Guantánamo ajudará EUA, dizem relatores (Português para o Brasil)

22 dezembro 2008

Especialistas em Direitos Humanos da ONU elogiam decisão do presidente eleito, Barack Obama (foto), de fechar prisão.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Quatro relatores especiais das Nações Unidas afirmaram, nesta segunda-feira, que a decisão do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, de fechar a prisão de Guantánamo deverá ajudar a recuperar a imagem do país.

Na declaração, os relatores Leandro Despouy, Manfred Nowak, Martin Scheinin e Anand Grover, também elogiaram Portugal por concordar em receber alguns detentos e pediram a outros países que façam o mesmo.

Violações

Leia o boletim de Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

“Segundo os especialistas da ONU, o regime de prisão de Guantánamo nem permitia o culpado a ser condenado nem o inocente a ser solto. A carta menciona ainda que a prisão americana também abriu as portas para violações sérias de direitos humanos.

Os relatores afirmaram que o regime de Guantánamo é semelhante ao de prisões secretas. E que, ao fechar o centro de detenção, os Estados Unidos devem respeitar, inteiramente, as leis internacionais, não transferindo os presos para terceiros países onde eles permanecerão detidos.

Na carta conjunta, os especialistas pediram que os detidos em Guantánamo, que estão sendo processados por crimes, recebam um julgamento justo.

Portugal

Muitos prisioneiros não têm como voltar a seu país de origem por estar em situação de risco.

Portugal foi elogiado pelos relatores por se oferecer a receber alguns detentos.

De acordo com o grupo de especialistas da ONU, ao fechar Guantánamo, o novo presidente americano, Barack Obama, não ajudará só a restaurar, o que eles chamaram de estatura moral dos Estados Unidos, mas também a pôr fim a um capítulo escuro da História do país.”

No ano passado, o relator sobre Proteção aos Direitos Humanos durante Combate ao Terrorismo, Martin Scheinin, afirmou que o tratamento dado aos detentos não era compatível com as leis internacionais, e pediu o fechamento da prisão.

Apresentação*: Mônica Villela Grayley, Rádio ONU em Nova York.

 

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