Unicef: Albinos assassinados na Tanzânia

24 dezembro 2008

Agência da ONU informou que mais de 35 mortes teriam resultado de práticas de feitiçaria; entre as vítimas, há crianças.

João Rosário, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, apelou a uma maior concentração no combate às mortes e atrocidades praticadas sobre crianças albinas na Tanzânia, e a uma maior rapidez da justiça nestes casos.

O Unicef cita a Sociedade Tanzaniana para Albinos, STA, que diz que mais de 35 albinos teriam sido assassinados este ano no país. Muitos casos nem chegaram ao conhecimento da STA.

Feiticeiros

A organização tanzaniana diz que as mortes são o resultado de práticas realizadas por feiticeiros que acreditam que o sangue e partes do corpo dos albinos proporcionam riqueza aos indivíduos.

O Unicef continua a citar a STA para informar que este tipo de violência estará a também a ser praticado no Burundi, onde muitos albinos, incluindo crianças, terão sido mortos nos últimos meses.

O Unicef condena as práticas, que entende constituirem actos repetidos de violação dos direitos humanos e que devem ser enfrentadas de forma determinante.

Detenções

O albinismo é uma alteração genética que afecta a pigmentação e é caracterizada pela cor branca da pele, dos cabelos e dos olhos.

O encarregado de protecção à criança do Unicef, Abubacar Sultan, disse à Rádio ONU, em Nova Iorque, quais são os processos de actuação para este tipo de situação.

“Todo o trabalho de protecção imedita é um trabalho que o Unicef está envolvido, juntamente com o governo e com associações de pessoas portadoras de albinismo, no sentido de protecção imediata daquelas pessoas ou familias que estejam em ameaça eminente de perseguição. Houve pessoas que tiveram de ser evacudas para locais onde pudessem ter protecção, enquanto se faz o trabalho intenso junto da comunidade, família e dos próprios curandeiros, de forma a que entendam este fenómeno, de modo a que os cidadãos e os seus direitos humanos sejam respeitados” disse.

De acordo com o Unicef, 173 pessoas estão detidas por suspeita de

 

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