Ban quer fim de atrocidades na RD Congo

31 dezembro 2008

Ban pede aos rebeldes do LRA que respeitem as leis humanitárias e não ataquem civis; apelo vem depois de informações de que mais de 200 pessoas morreram no período do Natal.

João Rosário, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon condenou de forma veemente o que considerou “atrocidades absurdas” que terão sido cometidas na República Democrática do Congo e no sul do Sudão.

A Missão da ONU, Monuc, recebeu informações de que os ataques teriam sido cometidos por elementos do movimento rebelde ugandês Exército de Resistência do Senhor, LRA na sigla em inglês.

Aumento

Ban afirmou que o movimento deve respeitar as regras e leis humanitárias internacionais.

As declarações de Ban vêm na sequência das informações recebidas pela Missão da ONU na RD Congo, Monuc, sobre o aumento do número de civis que terão morrido em acções do LRA.

Segundo a ONU, estas acções ocorreram depois de um ataque contra as posições dos rebeldes realizado pelos Exércitos da RD Congo, Uganda e Sul do Sudão no nordeste do território congolês.

A ONU cita fontes locais e trabalhadores humanitários para dizer que pelo menos 200 civis terão morrido nas ofensivas dos rebeldes durante o período do Natal.

No ínico deste mês, em declarações à Rádio ONU, o embaixador de Angola na ONU, Ismael Martins, disse que um dos obstáculos ao fim do conflito na RD Congo é a intervenção de forças militares alheias ao território congolês.

Interferência

“Não vamos escamotear a verdade, há interferência de países vizinhos. A guerra persiste porque há a presença e apoio de países vizinhos para que a guerra continue. A guerra tem de terminar. É preciso que a RD Congo tenha a sua integridade territorial e a sua soberania respeitadas. E esse respeito passa pelos seus vizinhos”, disse.

Numa declaração divulgada por um porta-voz, o Secretário-Geral da ONU apelou às forças do Uganda, RD Congo e Sul do Sudão que se encontram no terreno que coordenem as suas acções com o pessoal humanitário e com as agências da ONU de modo a fazerem chegar ajuda às vítimas dos ataques rebeldes.

 

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