Países continuam a violar Tratado de Minas (Português para África)

Países continuam a violar Tratado de Minas (Português para África)

Segundo o relatório o Monitor de Minas Terrestres 2008 divulgado nesta sexta-feira, em Genebra, os principais violadores do Tratado de Otawa são Grécia, Turquia e Bielorússia. Outros 15 países solicitaram mais tempo para desminagem.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Três países violaram o Tratado de Proibição de Minas e 15 outros solicitaram mais tempo para cumprirem as suas obrigações, revela o último relatório do Monitor de Minas Terrestres 2008, divulgado esta sexta-feira em Genebra.

Desminagem

Segundo o relatório, a Grécia e a Turquia, com um total combinado de 4, 2 milhões de minas antipessoais, não cumpriram o prazo de 1 de Março para a destruição dos estoques, estando assim em flagrante violação do tratado. O terceiro país é a Bielorrúsia, onde 3,4 milhões de minas anti-pessoais ainda não foram destruídas.

Em contrapartida, a França, Malaui e Suazilândia declararam ter terminado todas as suas operações de desminagem.

A situação de desminagem nos países africanos de língua portuguesa, particularmente em Angola, Moçambique e Guiné-Bissua, é mista - afirma Gustavo Oliveira, da Campanha no Brasil para a Proibição de Minas Terrestres.

Situação Complexa

“A situação mais complexa permanece em Angola. A educação sobre o risco de minas está a avançar a passos largos. Isto é uma coisa muito importante para salvar vidas, apesar do trabalho de remoção dessas minas não ter avançado muito. E aí nós temos um problema em relação ao tratado de Otawa que estabelece 10 anos para a remoção de todas as minas. Este prazo está quase a chegar ao fim e provavelmente Angola vai ter de fazer um pedido de extensão de mais 10 anos. Em Moçambique, como o processo de paz é mais antigo, o trabalho de remoção está muito mais profissionalizado e o problema das minas está sendo minimizado. E finalmente na Guiné Bissau, a capital já foi declarada livre de minas, o que foi um passo muito importante e o trabalho começa a se estender no interior”.