ONU condena atentado na Guiné-Bissau (Português para o Brasil)

24 novembro 2008

Secretário-Geral, Ban Ki-moon (foto), diz que ataque contra casa do presidente, após eleições, pode impactar frágil estabilidade do país africano.~

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas condenaram, de forma veemente, o atentado contra a residência oficial do presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo Nino Vieira.

Numa nota, emitida pela sua porta-voz, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que as alegações de participação de membros das Forças Armadas no ataque são motivo de grande preocupação.

Medidas

Ban pediu que as partes envolvidas evitem qualquer medida que possa desestabilizar, ainda mais, o país do oeste da África.

O porta-voz do Escritório das Nações Unidas de Apoio à Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Unogbis, Vladimir Monteiro, disse à Rádio ONU de Bissau que o policiamento foi reforçado, em algumas áreas, e a situação é calma na capital.

“Não foram decretadas quaisquer medidas de restrição à circulação e a presença de soldados apenas se nota na área circundante à residência do Presidente da República e não nas ruas de Bissau ou nos setores estratégicos”, afirmou.

Compromisso

Monteiro disse ainda que a chefia militar das Forças Armadas guineenses já reafirmou o seu compromisso com a manutenção das instituições do país.

“O chefe de Estado Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau já reafirmou o seu compromisso em defender as instituições do país junto ao representante do Secretário Geral da ONU, da União Europeia, da Cplp e da Cedeao”, disse.

Segundo agências de notícias, uma pessoa morreu e várias ficaram feridas após os disparos neste domingo.

O ataque ocorreu pouco depois do anúncio do resultado das eleições legislativas do país, realizadas no último dia 16.

Investigação

De acordo com o Secretário-Geral da ONU, o povo da Guiné-Bissau manifestou, de forma maciça, o desejo por um governo pacífico e democrático.

Para Ban, o ataque contra a casa do presidente pode ter um efeito arrasador na frágil estabilidade da ex-colônia portuguesa.

Na nota, o Secretário-Geral da ONU pediu às autoridades guineenses que restabeleçam a lei e a ordem e que iniciem uma investigação abrangente para apurar o caso.

Ban Ki-moon afirmou que está na hora de acabar com, o que ele chamou, de padrão destrutivo de instabilidade e desrespeito às instituições democráticas na Guiné-Bissau. O país já foi alvo de vários golpes de Estado.

 

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