Dorothy Stang homenageada pela ONU (Português para o Brasil)

Dorothy Stang homenageada pela ONU (Português para o Brasil)

Freira americana assasssinada no Brasil (foto) recebeu edição póstuma do Prêmio de Direitos Humanos também concedido à ex-primeira-ministra do Paquistão, Benazir Bhutto, morta no ano passado.

Samantha Barthelemy, da Rádio ONU em Nova York.*

A ex-freira católica americana, Dorothy Stang, assassinada no Brasil, recebeu, em edição póstuma, o Prêmio de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Stang que participava de trabalhos sociais na Amazônia foi morta a tiros em fevereiro de 2005. Além dela, o prêmio contemplou a ex-primeira-ministra do Paquistão, Benazir Bhutto, assassinada em dezembro de 2007 quando participava de um comício político no país.

Persistência e Resistência

Entre os premiados estão a ex-alta-comissária de Direitos Humanos da ONU, Louise Arbour e a organização não-governamental Human Rights Watch.

O prêmio é entregue em reconhecimento ao trabalho excepcional na área de direitos humanos e à contribuição para a promoção e proteção dos direitos e das liberdades fundamentais.

O presidente da Assembléia Geral da ONU, Miguel d'Escoto Brockmann, disse que os vencedores representam um símbolo de persistência e valores na resistência às autoridades públicas e privadas responsáveis por violações aos direitos humanos.

Entre os vencedores anteriores do prêmio estão o ex-presidente sul-africano, Nelson Mandela, o ex-líder civil americano, Martin Luther King, e a ex-primeira dama dos Estados Unidos, Eleanor Roosevelt.

A cerimônia de premiação acontecerá durante um reunião da Assembléia Geral para marcar os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 10 de dezembro.

Apresentação*: Mônica Villela Grayley, Rádio ONU em Nova York.