Perspectiva Global Reportagens Humanas

Relatório da ONU fala de instabilidade na Guiné-Bissau

Relatório da ONU fala de instabilidade na Guiné-Bissau

Nações Unidas estão preocupadas com a instabilidade política, tráfico de droga e crime organizado no país africano.

Cátia Marinheiro, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon enviou nesta quinta-feira um relatório ao Conselho de Segurança sobre o desenvolvimento do trabalho da missão de paz da ONU na Guiné-Bissau.

O relatório chama a atenção para o aumento do tráfico de droga no país e aconselha a criação de um painel de investigadores para analisar o crime organizado e instituir medidas punitivas.

Tráfico

O Secretário-Geral da ONU disse que o tráfico de droga e o aumento do crime organizado na Guiné-Bissau são sérias ameaças à paz no país.

Ban afirmou a sua preocupação com o aumento de grupos criminosos na Guiné-Bissau e noutros países vizinhos da África Ocidental, pedindo ao Conselho de Segurança que considere a possibilidade de enviar uma equipa de investigadores para a Guiné-Bissau para analisar este problema.

Numa entrevista exclusiva à Rádio ONU, em Nova York, o presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo Nino Vieira, disse que o maior problema é a falta de controlo das pistas aéreas construídas antes da independência do país.

“Tem havido bastantes progressos porque, com os fracos meios que nós temos, estamos a tentar combater. Como eu disse anteriormente há muitas pistas clandestinas, feitas na época colonial pelos portugueses e que nós não temos controlo. Eles conseguem aterrar nestas pistas para depois seguirem para outros lugares. Particularmente nas ilhas” disse.

Eleições

No mesmo relatório, Ban Ki-moon pediu que todos colaborem para que as eleições de 16 de Novembro sejam pacíficas. O Secretário-Geral da ONU disse que isso irá contribuir para a consolidação da paz que, por sua vez, criará condições para reformas económicas e desenvolvimento.

Ban terminou felicitando o trabalho da Missão de Consolidação de Paz das Nações Unidas estabelecida na Guiné-Bissau desde 2005. Segundo ele, muitos avanços foram feitos no país africano.