ONU condena assassinatos de cristãos no Iraque (Português para o Brasil)

13 outubro 2008

Enviado especial, Staffan de Mistura, disse que ataques visam aumentar tensão e pediu proteção para todas as minorias.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O representante especial do Secretário-Geral da ONU no Iraque, Staffan de Mistura, condenou, de forma veemente, o assassinato de cristãos na cidade de Mosul, no norte do país.

De acordo com o chefe da missão da ONU no Iraque, Unami, 14 integrantes de comunidades cristãs foram mortos nas últimas duas semanas.

Abrigos

Nesta entrevista à Rádio ONU, Mistura falou sobre a identidade de algumas vítimas.

O chefe da missão da ONU informou que entre os mortos estavam um menino de 15 anos, um médico, dois pedreiros, um engenheiro e dois empresários. Segundo ele, os cristãos foram atacados um por um.

O governo iraquiano enviou 1 mil policiais para Mosul.

Mistura afirmou que a onda de ataques contra cristãos e outras minorias tem como objetivo desestabilizar o Iraque e aumentar a tensão no país.

Por causa da violência, centenas de pessoas começaram a fugir da região para buscar abrigos em outras áreas do Iraque.

Staffan de Mistura disse que as Nações Unidas e seus parceiros no país estão monitorando a situação. Mais de 100 famílias receberam assistência neste domingo.

Direitos Políticos

O enviado especial da ONU lembrou que as minorias do Iraque são parte integral da sociedade. E disse que respeitar os direitos políticos e legais desses grupos iraquianos é fundamental para a estabilidade e o futuro democrático.

De acordo com o governo iraquiano, antes da intervenção militar em 2003, havia 800 mil cristãos no Iraque, mas pelo menos 30% deste total fugiram do país após a invasão.

 

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