Recessão pode agravar crise alimentar, diz FAO

15 outubro 2008

Director-geral da agência aconselha governos a manter ajuda a países em desenvolvimento e evitar mais medidas protecionistas.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, afirmou que a crise financeira pode agravar os efeitos da crise alimentar mundial.

O alerta foi feito pelo director-geral da agência, Jacques Diouf, em Roma, onde acontece a 34ª. Sessão da Comissão sobre Segurança Alimentar.

Nova Crise Alimentar

Segundo Diouf, os governos devem evitar diminuir a ajuda ao sector agrícola de países em desenvolvimento devido a temores de uma recessão global.

O alerta ocorre na véspera do Dia Mundial da Alimentação, comemorado pela ONU nesta quinta-feira.

Jacques Diouf afirmou também que os países desenvolvidos precisam evitar a introdução de mais medidas protecionistas de mercado.

Segundo ele, as medidas só aumentariam os riscos de uma nova crise alimentar mundial em 2009.

Produção Recorde

De acordo com a FAO, a chance de uma nova crise é real apesar da expectativa para uma produção recorde de cereais em 2008.

Um relatório da agência prevê o aumento da produção em quase 5%, o equivalente a quase 2,3 milhões de toneladas de alimentos.

Mas para Diouf, o crescimento da safra não será suficiente para evitar o aumento do número de novos famintos. Somente em 2007, mais 75 milhões de pessoas passaram a ter fome no mundo.

E de acordo com a FAO, a possibilidade de recessão global não pode levar a crise alimentar mundial ao esquecimento.

Apresentação*: Yara Costa, Rádio ONU em Nova York.

 

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