Centenas de bolivianos fogem para o Brasil, diz Acnur (Português para o Brasil)

15 outubro 2008

Agência da ONU para Refugiados afirma que 600 pessoas teriam cruzado a fronteira com o Acre para escapar da instabilidade política na Bolívia.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, informou que centenas de bolivianos fugiram para o Brasil após uma onda de instabilidade política na Bolívia.

Segundo o Acnur, nas últimas semanas, pelo menos 600 bolivianos cruzaram a fronteira em busca de refúgio. A maioria está vivendo nas cidades de Brasiléia e Epitacolândia no estado do Acre.

Critérios

Até o momento, mais de 70 pessoas já pediram asilo político. O porta-voz do Acnur no Brasil, Luiz Fernando Godinho, explicou à Rádio ONU, de Brasília, a assistência recebida pelos deslocados.

“A grande maioria está cadastrada perante a defesa civil portanto está tendo acesso a alguns serviços de saúde como também alimentações diárias custeadas pelo governo do estado do Acre. Na situação em que se encontram como deslocadas e algumas como solicitantes de refúgio, elas estão recebendo assistência não só das autoridades brasileiras mas também da agência da ONU para refugiados. E também explicando a elas os direitos que têm no sentido de acessar os mecanismos de proteção internacional ,” disse.

O representante do Acnur no Brasil, Javier López-Cifuentes, disse que o governo está atendendo os refugiados e que a assistência segue os critérios internacionais de ajuda humanitária.

Reassentamento

Os bolivianos começaram a fugir para o Brasil em setembro após o plano do presidente Evo Morales de realizar um referendo sobre uma nova constituição.

Os confrontos por causa da consulta popular começaram no departamento de Pando, no norte da Bolívia, que fica na fronteira com o Acre.

Pelo menos 30 pessoas morreram. E mais de 160 brasileiros que viviam na Bolívia deixaram o país para escapar da violência.

Atualmente, o Brasil abriga 3,8 mil refugiados de mais de 70 países.

Segundo o Acnur, o Brasil é ainda um dos poucos países a aceitar refugiados para reassentamento incluindo colombianos e palestinos.

 

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