Entrevista: Ivanka Corti

17 outubro 2008

Ex-presidente da Comissão para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher fala sobre conquistas e desafios na campanha de combate à violência feminina.

António Pacheco, da Rádio ONU em Lisboa.

Ivanka Corti foi presidente do Comité para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher entre 1993 e 1996.

No início deste mês, Corti esteve em Portugal, a convite da Fundação dos Direitos Humanos ProDignitate, para debater algumas iniciativas sobre a implementação da convenção sobre o tema, nomeadamente nos países africanos de língua portuguesa.

Ratificação

Ela considera que houve, nos últimos tempos um grande progresso quanto à questão do género.

"Quando entrei para o comité apenas 85 países tinham ratificado a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher. Quando deixei a comissão em 2003, já existia uma ratificação universal: quase todos os países já tinham ratificado a convenção, com excepção infelizmente dos Estados Unidos, que hoje 2008 continua sem ratificar", afirmou.

Formas

Sobre a continuação da luta pela igualdade entre sexos, Ivanka Corti alerta para que se deve continuar o combate, especialmente em relação a formas mais subtis de discriminação:

"Apesar dos progressos que são consideráveis persistem formas de discriminação, talvez mais indirectas, mas que se mantêm presentes", disse.

As declarações de Ivanka Corti uma mulher que continua, no âmbito das Nações Unidas, a luta pela aplicação da Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher.

 

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