Refugiados urbanos buscam assistência no Burundi (Português para África)

20 outubro 2008

Agência para refugiados da ONU informa que inflação e escassez de trabalho levaram centenas de pessoas a sair da capital do país para se abrigarem em campos de refugiados, onde recebem assistência.

Samantha Barthelemy, da Rádio ONU em Nova York.*

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, informou, nesta quinta-feira, que a vida de 12 mil refugiados urbanos e requerentes de asilo no Burundi está a tornar-se cada vez mais difícil.

De acordo com a agência, a inflação e a escassez de oportunidades de trabalho levaram centenas de pessoas a sair da capital, Bujumbura, para se abrigarem em campos de refugiados, onde recebem assistência e escolaridade de graça.

Apoio

O Acnur afirmou estar à procura de maneiras de reduzir o movimento de refugiados para acampamentos em áreas rurais e encorajar parceiros a assistirem os mais vulneráveis, principalmente crianças e mulheres.

Segundo o representante da agência no Burundi, Bo Schack, as pessoas escolhem ficar nas cidades por diversas razões, entre elas a esperança de conseguir um emprego decente.

Schack afirmou que o objectivo do Acnur é desenvolver um sistema de apoio mais eficiente para comunidades urbanas.

O ano passado, a agência ajudou 45 famílias de refugiados urbanos a abrirem pequenos negócios. Além disso, o Acnur responsabilizou-se pelo pagamento, as vezes em até 100%, de custos médicos.

Apresentação*: Yara Costa, Rádio ONU em Nova York.

 

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