Ban condena assassinatos na Somália e no Afeganistão
BR

20 outubro 2008

Trabalhador do Unicef na Somália foi alvejado na cabeça; sul-africana que atuava para organização cristã foi morta em Cabul.

Yara Costa, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, informou que um de seus funcionários na Somália foi morto a tiros no domingo a caminho de casa.

De acordo com testemunhas, ele foi alvejado, várias vezes, na cabeça e em outras partes do corpo.

Sofrimento

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou as mortes do somali e de outra trabalhadora de ajuda humanitária, no Afeganistão, como informou a porta-voz dele, Michele Montas.

Segundo Montas, Ban disse que os atos de violência deliberada contra os que estão se esforçando para aliviar o sofrimento de cidadãos somalis e afegãos são deploráveis. Ban afirmou que está alarmado com o aumento de assassinatos e seqüestros de trabalhadores de ajuda humanitária nos dois países.

Segundo agências de notícias, a vítima no Afeganistão, Gayle Williams, tinha 34 anos, era sul-africana e britânica, e trabalhava para a organização cristã, Servindo o Afeganistão.

Mais Perigosos

Este é o segundo assassinato, de funcionários das Nações Unidas na última semana. Dois dias antes, um outro trabalhador foi morto na cidade de Merka.

O coodernador da ONU para a Somália, Mark Bowden, disse que com as 28 mortes de trabalhadores da agência, no último ano, o país tornou-se um dos mais perigosos para agentes humanitários.

A maioria das vítimas é composta de somalis já que muitos trabalhadores estrangeiros deixaram o país.

A Somália vive um conflito civil desde 1991 após a saída do presidente Mohamed Siad Barre do poder.

Mais de 3 milhões de pessoas, cerca de quase metade da população da Somália, precisam de ajuda imediata alimentar e assistencia médica.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

 

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