Cidades de países em desenvolvimento são as mais problemáticas

23 outubro 2008

Relatório mundial sobre o situação das cidades é lançado nesta quinta-feira em três países.

Yara Costa, da Rádio ONU em Nova York.

Foi divulgado nesta quinta-feira pela ONU, o relatório anual do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, UN-Habitat, sobre o Estado Mundial das Cidades 2008/2009.

O lançamento simultâneo, ocorreu em três cidades: Rio de Janeiro, Banguecoque e Londres.

O relatório que este ano tem como tema Cidades Harmiosas, compara vários indicadores de desenvolvimento e analisa o funcionamento das cidades e como a comunidade global pode melhorar a qualidade da habitabilidade.

Cidades Africanas

Em entrevista à Rádio ONU, o gestor do programa do UN-Habitat para Moçambique, Jaime Comiche, disse de Maputo, que as cidades africanas são as que enfrentam os maiores desafios.

“A África está a ser afetada por um processo de urbanização acelerado. Isto acontece mesmo nas cidades moçambicanas. Por exemplo, no caso de Maputo, nós costumamos dizer que isso é um fenômeno silencioso e que quando nos nos dermos conta, pode vir a ser muito tarde. Moçambique tem uma taxa de urbanização de mais ou menos 32% ou 33%. Mas as estimativas das Nações Unidas dizem que em 2025, Moçambique vai ter cerca de metade da população a viver em cidades. E que, provavelmente, em 2040, vai ter mais de 60%,” disse.

Falta de Recursos

Segundo Comiche, a falta de recursos dos países, é um dos maiores entraves para a resolução dos problemas das cidades africanas como por exemplo Maputo.

“É uma cidade que não tem receitas suficientes porque tem uma dinâmica que não produz, apesar de no caso de Maputo ser uma boa parte ou a maior parte da riqueza que o país produz, é a cidade de Maputo que subsidia o déficite de receitas que as outras cidades e o próprio campo verificam. E então não se benefica das suas próprias receitas para reinvestir” afirmou.

Projeções para 2030

O relatório afirma ainda que a harmonia nas cidades só pode ser alcançada se houver uma equidade e sustentabilidade. A projeção é de que em 2030, 60% da população mundial viverão nas cidades. Os principais desafios serão o fornecimento de água potável, saneamento e tratamento de resíduos sólidos.

 

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