Mortes de civis no Afeganistão preocupam, diz ONU BR

Mortes de civis no Afeganistão preocupam, diz ONU

Missão no país, Unama, revela que acima de 1,4 mil pessoas morreram neste ano, 39% a mais que o registrado no mesmo período do ano passado.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A alta comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, afirmou que os novos números sobre as mortes de civis no Afeganistão são motivo de grave preocupação.

Segundo a Missão de Assistência das Nações Unidas no país, Unama, nos primeiros oito meses deste ano, 1445 pessoas perderam a vida por causa de conflitos no país.

Operação

O número representa um aumento de 39% se comparado ao mesmo período em 2007.

De acordo com a polícia afegã, os assassinatos cometidos pelo movimento islâmico Talebã e outras forças de oposição ao governo quase dobraram desde o ano passado.

O mês de agosto foi um dos mais violentos com 330 civis mortos incluindo 92 pessoas que perderam a vida numa operação comandada por forças afegãs e internacionais, em Shindand, no oeste do país.

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU afirmou que desde a saída do Talebã do poder, no Afeganistão, em 2001, não havia um número tão alto de mortes de civis no país.

Campanha de Vacinação

Mais da metade das mortes são atribuídas ao Talebã e outros grupos anti-governamentais.

Pillay afirmou que existem indícios claros de que o Talebã está realizando uma campanha sistemática de intimidação e violência contra simpatizantes do governo afegão.

No domingo, dois médicos da Organização Mundial da Saúde e o motorista deles foram assassinados num atentado a bomba. O ataque ocorreu perto da fronteira com o Paquistão, onde os médicos participavam de uma campanha de vacinação contra a poliomielite no país.