Portugal defende ONU mais representativa BR

Portugal defende ONU mais representativa

Presidente Cavaco Silva (esq) pergunta à Assembléia Geral se é razoável seguir com Conselho de Segurança sem Brasil, Índia e um país africano.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, defendeu nas Nações Unidas mais representatividade geográfica e também transparência em todos os órgãos da casa.

Em seu discurso, Silva pediu a expansão do Conselho de Segurança e perguntou aos países-membros se seria razoável manter um órgão sem Brasil, Índia e um país do continente africano num assento permanente.

Desenvolvimento

Cavaco Silva também falou sobre a cooperação de Portugal às operações de paz e sobre a necessidade de apoio ao desenvolvimento do continente africano.

Nesta entrevista exclusiva à Rádio ONU, antes do discurso, Cavaco Silva falou também sobre a atual crise financeira mundial.

“Eu espero que se aprenda, se tirem as lições desta crise para que não se repita no futuro, com os custos sobre contribuintes norte-americanos, mas também sobre todos aqueles que têm que pagar uma taxa de juros pelos empréstimos que contraem para casa ou para as atividades comerciais ou aqueles que querem contrair crédito que agora não encontram nos mercados internacionais. Eu penso que a crise vai ser ultrapassada, mas teríamos que definir o curto prazo como algo que os economistas chamam médio prazo para dizer que ela vai ser ultrapassada”, afirma.

O presidente de Portugal encerrou o discurso lembrando a candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança em 2011 e 2012. Ele disse ainda que a candidatura do país é baseada nos princípios e valores da ONU consagrados na Constituição Portuguesa.