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Portugal quer Brasil no Conselho de Segurança

Presidente Cavaco Silva (foto) diz na Assembléia Geral que é preciso reformar o órgão com assentos permanentes para Brasil, Índia e um país africano.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, defendeu a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU com um assento permanente. Ele também pediu o mesmo espaço para a Índia e um país da África.

A declaração foi feita nesta quarta-feira durante um discurso na Assembléia Geral em Nova York.

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“Será razoável continuarmos a ter um Conselho de Segurança sem uma

reforma dos seus métodos de trabalho, em que países como o Brasil e a Índia

não têm um lugar permanente, e em que África não tem representação com esse estatuto? Seguramente que não, desde logo nestes casos, sem prejuízo da nossa abertura perante soluções eventualmente mais abrangentes”, afirmou.

Segundo Cavaco Silva, com maior representatividade geográfica nos órgãos da ONU, a organização poderá atingir mais transparência.

Operações de Paz

O presidente português também falou sobre a cooperação de seu país às operações de paz e da necessidade de apoio ao desenvolvimento do continente africano.

“África deve continuar a merecer uma atenção prioritária. Foi essa convicção que nos levou, com os nossos parceiros africanos, à concretização das Cimeiras do Cairo e de Lisboa entre a União Européia e África, pontos de partida no aprofundamento do diálogo entre os dois continentes”, disse.

Língua Portuguesa

Portugal está liderando uma estratégia de promoção da língua portuguesa no mundo. A iniciativa já recebeu o apoio de todos os países lusófonos. Segundo Cavaco Silva, o objetivo também é aumentar o papel do português em organizações internacionais, como por exemplo, as Nações Unidas.

“A recente Cimeira de Lisboa, na qual Portugal assumiu a Presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, confirmou a determinação dos seus membros na promoção da paz, da democracia, dos Direitos Humanos e do desenvolvimento. Permitiu ainda a definição de uma estratégia comum de afirmação internacional desse bem que partilhamos: a Língua Portuguesa – o 5º idioma mais falado no mundo, ligando Estados e povos nos cinco continentes.

Uma afirmação que deverá conduzir a que o Português se constitua, cada vez mais, como língua oficial ou de trabalho de organizações internacionais”, afirma.

O presidente de Portugal encerrou o discurso na Assembléia Geral lembrando a candidatura do país ao Conselho de Segurança em 2011 e 2012.