Conselho de Segurança debate situação na Geórgia
BR

8 agosto 2008

Presidente rotativo disse que países-membros precisam de mais tempo para analisar texto da declaração sobre tensão na Ossétia do Sul.

Mônica Villela Grayley, Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança anunciou que deve retomar no sábado uma reunião de emergência para votar uma declaração presidencial sobre a situação na província de Ossétia do Sul, na Géorgia.

O anúncio foi feito na noite de sexta-feira, em Nova York, pelo presidente rotativo do conselho e embaixador da Bélgica, Johan Verbeke.

Moderação

Ele disse que alguns países devem agora realizar consultas bilaterais antes da próxima reunião.

Segundo agências de notícias, centenas de pessoas morreram, e milhares estão fugindo dos combates entre forças da Geórgia e da Ossétia do Sul.

Na sexta-feira, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, informou que está preocupado com a situação humanitária após a fuga de milhares de pessoas nos últimos dias.

Residências

O porta-voz do Acnur, William Spindler, disse à Rádio ONU, de Genebra, que a maioria dos que estão fugindo são mulheres e crianças.

"Estamos em contato com as autoridades dos dois países para estabelecer se é necessário uma intervenção humanitária. Mas também estamos em contato com as pessoas que estão chegando para assegurar que tenham acesso à proteção. Estamos prontos para intervir se for necessário", explicou.

A Ossétia do Sul, localizada na fronteira com o sul da Rússia, declarou independência nos anos 1990 contra o reconhecimento do governo georgiano.

Na quinta-feira, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que estava seriamente preocupado com a situação no país e pediu moderação aos dois lados para evitar uma escalada da violência.

Na reunião interrompida na noite de sexta-feira, no Conselho de Segurança, o embaixador da Geórgia, Irakli Alasania, disse que as forças da Rússia tinham lançado o que ele chamou de “completa invasão” do território georgiano.

Alasania pediu ao governo russo que retire suas forças do país negocie um cessar-fogo.

O embaixador da Rússia nas Nações Unidas, Vitaly Churkin respondeu que foi a Geórgia que realizou o que ele afirmou ser um “ataque de traição” na Ossétia do Sul ao violar um acordo de 1996 apesar dos pedidos da Rússia para um cessar-fogo.

 

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