Presidente do Sudão é acusado em Haia

14 julho 2008

Caso foi apresentado ao Tribunal Penal Internacional na Holanda por promotor Luis Moreno-Ocampo (foto).

João Duarte, Rádio ONU em Nova York.*

O presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad Al Bashir, foi acusado, nesta segunda-feira, por crimes de guerra e contra a Humanidade, na província de Darfur, no oeste do país.

O caso foi levado ao Tribunal Penal Internacional pelo promotor Luis Moreno-Ocampo, em Haia, na Holanda.

Acusações Negadas

Segundo Ocampo, Al Bashir estaria envolvido ainda em acusações de genocídio.

O primeiro caso do promotor sobre Darfur levou a ordens de prisão contra o ex-ministro do Interior do Sudão, Ahmad Haroun, e o atual ministro de Assuntos Humanitários, Ali Kushayb.

Mas o governo nega acusações de envolvimento com crimes cometidos em Darfur.

Todos os casos são relacionados ao conflito na província que começou em 2003 entre tropas do governo, grupos rebeldes e milícias.

“Politicamente Motivada”

Nesta segunda-feira, o embaixador do Sudão na ONU, Abdalmahmood Abdalhaleem Mohamad, rebateu as acusações.

O embaixador afirma que a acusação formal é politicamente motivada. Abdalhaleem Mohamad pediu às Nações Unidas para se opor às acusações.

Independente

Numa nota, o Secretário-Geral, Ban Ki-moon disse que o tribunal é independente e que a ONU tem que respeitar o processo jurídico.

Ban já havia falado ao telefone no domingo com o presidente Al Bashir explicando que as Nações Unidas não têm influência sobre o TPI.

Durante a conversa, ele pediu ao presidente sudanês para investigar o ataque da semana passada ocorrido em Darfur, que matou sete soldados da Missão da União Africana e das Nações Unidas em Darfur, Unamid.

Pelo menos 300 mil pessoas morreram e 2,7 milhões estão deslocadas pela violência em Darfur.

Apresentação*: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

 

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