ONU diz que acordo no Zimbábue é passo adiante
BR

21 julho 2008

Enviado das Nações Unidas, Haile Menkerios (foto), participou de encontro, na África do Sul, que decidiu início de conversações.

Mônica Villela Grayley, Rádio ONU em Nova York.

A porta-voz de Ban Ki-moon, Michele Montas, disse que o anúncio de acordo entre a oposição e o governo do Zimbábue é um passo adiante.

Segundo agências de notícias, a oposição, liderada por Morgan Tsvangirai, e o governo de Robert Mugabe, concordaram em iniciar conversações sobre a crise gerada pelas eleições presidenciais, de 27 de junho. O anúncio foi em Pretória, na África do Sul.

África do Sul

Montas respondeu a pergunta de um jornalista, na sede da ONU, em Nova York.

Segundo a porta-voz de Ban Ki-moon, a ONU tem um papel de apoio nas negociações que são lideradas pela África do Sul. Segundo ela, ainda não se sabe como o acordo se desenvolverá. Mas o fato de um acordo é sinal de avanços na situação.

O secretário-geral assistente de Assuntos Políticos da ONU, Haile Menkerios, já retornou a Nova York após participar de uma reunião em Pretória, na África do Sul, liderada pelo presidente sul-africano, Thabo Mbeki, no fim de semana.

A ONU concordou em participar de um grupo de referência sobre o Zimbábue como parte do processo de mediação para facilitar as negociações.

Segundo Turno

Mugabe foi reeleito presidente do Zimbábue, em 27 de junho, após concorrer sozinho no segundo turno. A saída de Tsvangirai da corrida foi explicada pelos índices de intimidação, violência e assassinatos de seus simpatizantes.

Uma das integrantes da equipe de Menkerios, a analista-sênior de Política das Nações Unidas, Valerie de Campos Mello, disse à Rádio ONU, antes do encontro, que a crise política pode agravar ainda mais a situação econômica do Zimbábue.

Instituições

“A inflação no Zimbábue atingiu 10 milhões percentuais ao ano. Não há dinheiro em circulação, há uma falta de alimentos, de serviços básicos, muitas instituições já não funcionam. Há uma paralisia muito grande de suas instituições políticas e da sua economia”, disse.

No último dia 11, o Conselho de Segurança votou um projeto de resolução, apresentado pelos Estados Unidos, com sanções ao governo de Robert Mugabe.

Mas o texto não foi aprovado após ser vetado por China e Rússia.

 

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