Chefe da OMC pede vontade política nas negociações

25 julho 2008

Pascal Lamy (foto) reconhece complexidade dos temas em debate mas alerta que países não podem falhar na produção de um acordo para a Ronda de Doha.

Mônica Villela Grayley, Rádio ONU em Nova York.*

O director-geral da Organização Mundial do Comércio, Pascal Lamy, pediu aos países-membros que demonstrem mais vontade política para chegarem a acordo na Ronda de Doha.

Desde segunda-feira que representantes de países industrializados e em desenvolvimento estão sentados à mesa para negociarem uma das partes mais críticas da ronda: os subsídios e tarifas no sector agrícola.

Distorção

Lamy elogiou o progresso alcançado nas exportações e competitividade mas afirmou que os negociadores continuam divididos em alguns assuntos-chave.

A porta-voz da OMC, Janaína Borges, disse à Rádio ONU, de Genebra, que o fim do impasse da Ronda de Doha pode ser um avanço para resolver a crise na economia mundial.

“Se a OMC conseguir dar um sinal positivo para a economia mundial que os países conseguem trabalhar juntos e resolver problemas económicos juntos, este poderá ser um sinal positivo, não só psicológico, mas concreto para a economia mundial”, disse.

Sábado

Numa nota, publicada na quinta-feira, Pascal Lamy citou alguns focos das discussões como, por exemplo, incentivos domésticos, de países desenvolvidos, que causam distorções no mercado de algodão e nos chamados produtos sensíveis.

O chefe da OMC não descartou a possibilidade de prolongar a reunião para Sábado.

Apresentação*: João Duarte, Rádio ONU em Nova York.

 

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