Karadzic diz, em Haia, que fará sua própria defesa
BR

31 julho 2008

Ex-líder bósnio-sérvio, acusado de genocídio e crimes contra a Humanidade na ex-Iugoslávia, retornará ao tribunal em 29 de agosto.

Mônica Villela Grayley em Nova York.

O ex-líder sérvio-bósnio, Radovan Karadzic, foi ouvido pelo Tribunal Penal Internacional para a Ex-Iugoslávia, com sede em Haia, na Holanda.

Após ter sua identidade confirmada perante o juiz Alphons Orie, Karadzic disse que pretende fazer a própria defesa durante o processo.

Autoridades

Ele chegou a Haia, na quarta-feira, após ser preso na República Sérvia, no último dia 21.

O ex-líder sérvio-bósnio estava foragido há 13 anos.

Nesta quinta-feira, ele foi informado das 11 acusações, que incluem genocídio, crimes de guerra e contra a Humanidade cometidos durante o conflito nos Bálcãs, no início dos anos 1990.

O nome de Radovan Karadzic também é associado ao Massacre de Srebrenica, que matou cerca de 8 mil homens e meninos muçulmanos.

Durante sua primeira aparição, o ex-líder sérvio-bósnio leu um texto, de aproximadamente dois minutos, com alguns detalhes sobre sua situação.

Numa nota após a prisão de Karadzic, o promotor-chefe do tribunal, Serge Brammertz, elogiou a detenção e pediu ainda que as autoridades ajudem a capturar mais dois fugitivos, Goran Hadzic e o ex-comandante militar Ratko Mladic.

O juiz do caso informou que uma nova audiência será realizada em 29 de agosto.

 

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