Evento da ONU, no Rio, sobre armas ilícitas

13 junho 2008

Participantes de reunião internacional visitaram Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos da Polícia Civil, Drae.

Mônica Villela Grayley, Rádio ONU em Nova York.

Cerca de 40 representantes da América Latina e Caribe participaram, no Rio de Janeiro, de um Seminário da ONU sobre Armamentos Ilícitos.

A reunião serviu para treinar e capacitar especialistas a identificar e rastrear armas ilícitas e de pequeno calibre.

Munição

O evento debateu o Programa de Ação da ONU, o Instrumento Internacional de Rastreamento de Armas e a Convenção Inter-Americana contra Manufatura Ilícita e Tráfico de Armas de Fogo, Munição, Explosivos e Materiais Relacionados.

Uma das atividades do workshop foi uma visita à Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos, Drae, da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

O inspetor Carlos Antônio Luiz de Oliveira disse à Rádio ONU que existe desde 2001, a dificuldade de rastrear armamentos utilizados por facções criminosas ligadas ao narcotráfico na cidade.

Colaboração

“Muitas das armas que são apreendidas no Rio de Janeiro não possuem mais seus sinais característicos. Eles foram criminosamente suprimidos pelos bandidos com os quais elas foram apreendidas. É um procedimento tão comum que a Lei de Armas de Fogo qualifica este procedimento como criminoso”, disse.

O delegado defendeu ainda a importância de cooperação no combate ao tráfico.

“Nós temos armas de todas as partes do mundo. Como nós precisamos de informações sobre sua procedência para que possamos identificar as quadrilhas e verificar seu modus operandi, para eliminar as fontes é de extrema importância que tenhamos contato com representantes de vários países”, disse.

O seminário foi realizado com ajuda da Divisão de Inteligência Criminal da Interpol. O representante da Interpol no evento, John Williams, disse que existem mais de 130 mil armas industrializadas em todo o mundo.

O evento teve o apoio da União Européia e dos governos da Estônia, da Noruega e da República Tcheca.

Reportagem*: Fabiola Ortiz e Felipe Siston, Unic Rio.

 

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