Afeganistão e Colômbia produzem mais drogas, diz ONU

26 junho 2008

Guiné-Bissau continua a ser um dos países mais em risco; Espanha e Portugal são vias de entrada de drogas na Europa.

João Duarte, Rádio ONU em Nova York.

O Escritório da ONU contra Drogas e Crime, Unodc, lançou esta quinta-feira, o Relatório Mundial sobre Drogas 2008.

O relatório contém os dados completos sobre produção, tráfico e uso de drogas ilícitas em todo o mundo.

Segundo o director-executivo do Unodc, Antonio Maria Costa, a recente estabilização do mercado global de drogas encontra-se ameaçada. O Afeganistão e a Colômbia são os países que registaram maiores aumentos na produção de ópio e coca respectivamente. Os países em desenvolvimento apresentam, segundo o documento, riscos mais elevados de consumo de estupefacientes.

Rota Africana

Em África, a Guiné-Bissau permanece um dos pontos de passagem de drogas provenientes da América do Sul em direcção à Europa.

O representante do Unodc no Brasil e no Cone Sul, Giovanni Quaglia, disse à Rádio ONU, de Brasília, que há programas específicos para a Guiné-Bissau.

“A grande novidade é a rota africana do trânsito da cocaína que vem dos países da América Latina para a Europa. Já 20% da cocaína usada na Europa tem como trânsito a rota africana. Isto é uma novidade que o relatório traz este ano. O Unodc lançou uma campanha para ajudar a Guiné-Bissau. Já foi desenvolvido um programa e as acções estão sendo iniciadas”, disse.

Segundo o documento, Espanha e Portugal são os maiores portões de entrada de droga na Europa.

Em Portugal, a maioria dos estrangeiros presos por tráfico de drogas é proveniente de Cabo Verde, seguidos por Venezuela, Brasil, Guiné-Bissau, Angola e São Tomé e Príncipe.

O relatório da ONU diz que o mundo tem 26 milhões de dependentes. Numa mensagem para marcar o Dia Internacional contra Uso e Tráfico de Drogas, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que os governos têm uma responsabilidade comum de combater este problema.

Ele afirmou que o consumo de drogas destrói vidas, aumenta a criminalidade e ameaça o desenvolvimento sustentável.

 

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