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Crise dos alimentos é pior para 22 países, diz FAO (Português para o Brasil)

Crise dos alimentos é pior para 22 países, diz FAO (Português para o Brasil)

Da lista contam Moçambique e Guiné-Bissau, na África, e Haiti, no Caribe; agência faz reunião internacional em 3 de junho para debater tema.

Iara Luchiari, Rádio ONU em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, afirmou que o aumento no preço dos alimentos está afetando a estabilidade econômica e o crescimento de muitos países.

Segundo a organização, a crise atinge, de forma mais forte, 22 países. A grande maioria, na África Subsaariana.

Conferência

Entre os países que falam português, aparecem Moçambique e Guiné-Bissau. No Caribe, o Haiti foi listado como um dos mais vulneráveis.

O tema será debatido pela FAO numa conferência internacional na próxima terça-feira.

O chefe do Programa Mundial de Projetos da FAO, Roberto Mercado, disse à Rádio ONU, de Roma, o que o encontro pretende atingir.

Juntos

“É o momento de trabalharmos juntos para que o impacto do aumento de preços não aconteça novamente. Este será um dos temas principais que se discutirão durante esta reunião tão importante, onde comparecerão grandes figuras e personagens do mundo político e científico internacional. Evidentemente, chefes de Estado e de governo da maioria dos países membros da organização”, afirmou.

Ainda de acordo com a FAO, o número de pessoas passando fome no mundo, entre 2002 e 2004, era de 862 milhões, sendo que 830 milhões vivem nos países em desenvolvimento.

Apresentação*: Mônica Villela Grayley, Rádio ONU em Nova York.