Cepal revê crescimento na AL

Cepal revê crescimento na AL

Segundo agência da ONU, expectativa foi reduzida para 4,7%, cerca de 1% a menos do que esperado.

Cadija Tissiani & Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York*.

A Comissão Econômica para América Latina e Caribe, Cepal, informou que a região deve crescer 4,7% este ano, cerca de 1% a menos do que o previsto pela própria agência em dezembro.

De acordo com a Cepal, a queda se deve ao desaquecimento da economia global.

Pelas projeções, o Brasil manterá a média regional com um crescimento de 4,8%.

Liderança

Segundo a Cepal, o Panamá irá liderar a região com 8%.

O país centro-americano deve ser seguido por Argentina, Peru e Cuba.

O diretor da Cepal no Brasil, Renato Baumann, disse à Rádio ONU, de Brasília, que a previsão pode levar a menos geração de emprego.

Oportunidades

“Isso significa menores oportunidades de negócios, possivelmente um ritmo menor de geração de emprego, e eventualmente remunerações mais baixas. Isso também pode levar a menores exportações, menores oportunidades de venda para o exterior portanto um certo alerta no que se refere à balança de pagamentos”, disse.

Entre os países que devem registrar menores taxas de crescimento estão México e Equador com cerca de 3%.

Indigência

De acordo com a Cepal, a alta no preço dos alimentos é um outro aspecto da crise econômica.

Na sexta-feira, o secretário-executivo da Cepal, José Luis Machinea, disse que a alta de preços pode levar 10 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe à extrema pobreza ou até mesmo a uma situação de indigência.

*Apresentação: Monica Villela Grayley da Rádio ONU em Nova York