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ONU volta a debater Médio Oriente

ONU volta a debater Médio Oriente

Conselho de Segurança reúne-se pelo terceiro dia consecutivo para discutir violência na região.

Jorge Soares, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança anunciou uma reunião de emergência, pelo terceiro dia consecutivo para analisar a situação no Médio Oriente.

A escalada da violência na região deixou dezenas de mortos, a maioria palestinos.

Leis Internacionais

No domingo, o Conselho de Segurança e o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediram o fim dos confrontos e o respeito às leis internacionais.

Leia o boletim da repórter da Rádio ONU, Daniela Kresch, de Tel Aviv.

"O exército israelita se retirou da Faixa de Gaza na manhã desta segunda-feira, finalizando a operação militar terrestre que começou na quarta-feira, dia 27 de Fevereiro, e deixou mais de 100 palestinos mortos, incluindo crianças.

Dois soldados israelitas também morreram.

As agências da ONU que actuam em Gaza aumentaram os esforços para ajudar civis palestinos em necessidade.

Muitas famílias ficaram ilhadas dentro de casa por causa da violência, que obrigou a agência da ONU para refugiados palestinos, a Unrwa, a fechar todas as escolas que opera em Gaza.

A retirada dos soldados israelitas aconteceu depois que as Nações Unidas e União Europeia condenaram a operação militar, bem como o contínuo ataque palestino a Israel com foguetes Qassam e Grad, que matou um israelita e feriu dezenas.

Em reacção à incursão israelita, o presidente palestino Mahmud Abbas suspendeu as negociações de paz com Israel retomadas em Novembro na conferência de Annapolis, nos Estados Unidos.

O primeiro-ministro israelita Ehud Olmert prometeu nesta segunda-feira continuar as negociações com Mahmoud Abbas, do partido moderado Fatah, mas alertou que Israel vai permanecer atacando posições do grupo islâmico Hamas em Gaza, de onde militantes radicais lançam foguetes contra Israel".

Ban Ki-moon também condenou os ataques com mísseis contra Israel que segundo ele só colocam em perigo a população civil.

O Secretário-Geral disse que Israel tem o direito de se defender, mas condenou o que ele chamou de uso excessivo e desproporcionado de força pelas autoridades israelitas.