Conselho de Direitos Humanos condena ataques em Gaza BR

Conselho de Direitos Humanos condena ataques em Gaza

Órgão das Nações Unidas, com sede em Genebra, adota resolução reprovando ataques militares em Gaza durante 7ª. sessão anual.

Mônica Villela Grayley, Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Direitos Humanos, com sede em Genebra, na Suíça, adotou uma resolução condenando operações de Israel em Gaza.

O documento pede o fim imediato de todos os ataques militares de Israel nos territórios palestions como também o fim dos ataques com foguetes de militantes palestinos contra Israel.

A resolução recebeu 33 votos a favor, um contra e 13 abstenções.

Confrontos entre tropas israelenses e militantes palestinos mataram dezenas de pessoas nos últimos dias.

Investigação

A alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, Louise Arbour, pediu, na segunda-feira, uma investigação independente sobre as mortes.

O embaixador Sérgio Florêncio, da Missão do Brasil em Genebra, falou à Rádio ONU, durante o debate, sobre a posição do país frente ao conflito.

"O Brasil condena a escalada de violência e as incursões militares israelenses que provocaram numerosas vítimas palestinas. O Brasil defende uma solução negociada para o conflito que deverá consistir no diálogo e no entendimento entre as duas partes envolvidas", disse.

O governo de Israel diz que a incursão em Gaza é uma resposta a ataques com centenas de foguetes Qassam, lançados contra o sul do país.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu o fim da violência. Ele condenou os ataques palestinos e disse que o uso desproporcional da força por parte de Israel é preocupante. Ban pediu aos dois lados que respeitem as leis internacionais.

Ajuda

Nesta quinta-feira, um grupo de organizações não-governamentais internacionais incluindo Oxfam e Médicos do Mundo emitiram um comunicado afirmando que a situação humanitária em Gaza é a pior desde 1967.

Pelo informe, cerca de 80% dos moradores de Gaza dependem de ajuda em forma de alimentos para sobreviver e 75 mil trabalhadores estão desempregados.