Mais de 500 mil precisam de ajuda no Chade

5 fevereiro 2008

Em menos de dois dias, violência já causou fuga de 20 mil pessoas.~~

Segundo o Acnur, a maioria das vítimas está cruzando a fronteira com os Camarões para escapar dos confrontos.

Protesto

Os combates começaram após grupos de rebeldes terem marchado contra o palácio presidencial, na capital Djamena, num sinal de protesto ao governo do presidente Idriss Deby.

Uma das encarregadas do Escritório das Nações Unidas para Assistência Humanitária, Ocha, Federica d’Andreagiovanni, disse à Rádio ONU, em Nova York, que o número de feridos pode chegar a 1 mil.

"A situação no Chade permanece instável. A Cruz Vermelha nos informou que 1 mil pessoas foram feridas no conflito. A violência pode aumentar o que já é uma crise humanitária severa no país, criando novas ondas de deslocamentos de pessoas e restringindo a capacidade das agências das Nações Unidas de ajudar os mais vulneráveis", disse.

Segundo o Acnur, 285 mil refugiados do Sudão, que estão no Chade, além de cerca de 180 mil deslocados internos ficaram mais vulneráveis por causa da violência.

Conselho de Segurança

Nesta terça-feira, o Acnur anunciou o envio de um carregamento de 90 toneladas de alimentos para cerca de 14 mil pessoas.

A agência informou ainda que foi obrigada a retirar parte do seu pessoal da cidade de Abeche, no leste do país, devido à insegurança.

A situação no Chade foi debatida numa secção de emergência pelo Conselho de Segurança, no fim de semana.

Os países-membros do conselho emitiram uma declaração presidencial nesta segunda-feira condenando os ataques rebeldes e pedindo apoio ao governo chadiano.

 

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