Ban condena ataque que feriu presidente do Timor-Leste
BR

11 fevereiro 2008

José Ramos-Horta (foto) foi atingido com três tiros durante ataque nos arredores de Díli, capital do país.

Marco Alfaro, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou os ataques ocorridos nesta segunda-feira contra o presidente do Timor-Leste e ganhador do Nobel da Paz, José Ramos-Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.

O primeiro-ministro disse a jornalistas que Ramos-Horta levou três tiros durante um ataque em sua casa, nos arredores de Díli, capital do país.

Para Xanana Gusmão, o ataque foi um ato de covardia.

"Estamos neste processo de tomar a melhor resposta a esse atentado, que consideramos um grave atentado ao Estado. Os alvos eram os titulares de dois órgãos de soberania, a Presidência da República e o governo. Pensamos que este ato de covardia deve ser punido com as medidas mais adequadas", disse.

Um dos integrantes da Guarda Nacional Republicana de Portugal, GNR, capitão João Martinho, contou à Rádio ONU, de Díli, detalhes dos ataques.

"Quando chegamos à casa de manhã, por volta das seis horas, tivemos a informação que o senhor presidente estava a ser atacado, dirigimo-nos ao local, nos deparamos com o corpo do senhor presidente em frente à casa. Foi de imediato socorrido pela nossa equipe médica e foi conduzido ao hospital. No quintal da casa estavam dois corpos no chão, um deles presumo ser do major Reinado", disse.

Major Reinado

O embaixador do Timor-Leste nas Nações Unidas, Nelson Santos, disse à Rádio ONU, em Nova York, que o presidente timorense foi levado para Darwin, na Austrália, onde continua em tratamento.

O embaixador timorense confirmou que um dos participantes do ataque, o major Alfredo Reinado, foi morto no incidente.

"O major Alfredo foi morto nesse ataque, isso está confirmado. Mas ainda estamos apurando a existência de outras vítimas. Sei ainda que foi morto, também, nesse encontro, um dos guarda-costas do senhor presidente, mas não tenho o número total das vítimas", disse.

Reinado liderou, em 2006, um movimento rebelde de militares demitidos.

Segurança

O governo timorense declarou estado de emergência e a Missão Integrada das Nações Unidas no Timor-Leste, Unmit, reforçou as medidas de segurança no país.

 

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