Países precisam abandonar mutilação genital feminina, diz ONU (Português para a África)

28 fevereiro 2008

Agências da ONU pedem a governos nacionais para eliminar prática que coloca em risco a vida de mulheres.

Jorge Soares, da Rádio ONU em Nova York.

A vice-secretária-geral da ONU, Asha-Rose Migiro, disse que se todas as pessoas aderirem ao esforço para acabar com a mutilação genital feminina, esta prática poderá desaparecer no período de uma geração.

Migiro fez essa declaração na sede da ONU em Nova York para marcar o compromisso de dez agências das Nações Unidas no sentido de suprimir essa prática até o ano 2015.

O objectivo integra-se nas Metas de Desenvolvimento do Milénio.

Controlar a sexualidade

A mutilação genital feminina acontece em alguns países da Ásia, Oriente Médio e África como forma de controlar a sexualidade de meninas antes do casamento.

As agência da ONU pediram o apoio dos governos nacionais e comunidades para eliminar a prática que coloca em risco a saúde de mulheres, meninas e recém-nascidos.

A ONU estima que 3 milhões de meninas correm o risco de serem submetidas à remoção parcial dos órgãos genitais e mais de 140 milhões de mulheres já sofreram mutilações.

Entre as agências que participam da campanha está o Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, a Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Alto Comissariado para os Direitos Humanos.

 

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