Chade recebe 13 mil refugiados de Darfur (Português para a África)

29 fevereiro 2008

Segundo Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, os refugiados estão a fugir de confrontos étnicos.

Jorge Soares, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, revelou que o Chade recebeu nos últimos sete dias cerca de 3 mil pessoas que fugiram de Darfur, no Sudão.

O Acnur calcula que, só em Fevereiro, se registaram quase 13 mil sudaneses de Darfur que cruzaram a fronteira para o leste do Chade, devido a um novo surto de violência na região.

A agência da ONU revela relatos de funcionários que viram fumaças de casas que teriam sido queimadas por homens a cavalo.

Confrontos

O porta-voz do Acnur, William Spindler, disse à Rádio ONU, de Genebra na Suíça, que a maioria dos refugiados está a fugir de confrontos étnicos.

"Temos visto uma série de ocorrências violentas étnicas e de ataques nas aldeias de Darfur. Foi sobretudo na região de Jabelman que vimos violência nas últimas semanas", disse.

Spindler disse que mesmo no Chade os refugiados vivem em situação de insegurança.

"O problema é a insegurança, sobretudo na região próxima da fronteira. É uma fronteira legal mas que fica no meio do deserto. Por isso, as milícias podem cruzar com grande facilidade esta fronteira. Há também grupos armados de bandidos, que não pertencem a nenhum grupo rebelde concreto. São somente pessoas que querem roubar", disse.

Segundo o Acnur no Chade vivem quase 240 mil refugiados sudaneses.

 

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