Mais de 100 mil necessitam ajuda humanitária no Quénia, diz ONU

3 janeiro 2008

Ocha regista dificuldades de acesso às pessoas necessitadas devido ao bloqueio de estradas.

Jorge Soares e Helder Gomes, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas e a Cruz Vermelha Internacional estimam que mais de 100 mil pessoas necessitam de assistência humanitária somente no nordeste do Vale do Rift, no Quénia.

A conclusão saiu de uma reunião realizada por representantes das duas organizações para analisar as necessidades humanitárias das populações afectadas pela violência que atinge o país.

O encontro foi realizado na quarta-feira, de acordo com a porta-voz do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, Michele Montas.

Ela disse que o Escritório da ONU para Assistência Humanitária, Ocha, regista dificuldades de acesso às pessoas necessitadas devido ao bloqueio de estradas.

Ela revelou ainda que restrições de movimentos no porto de Mombasa, na costa, no Oceano Índico, estão a prejudicar operações de paz e de ajuda humanitária a outros países vizinhos como Sudão, Uganda e República Democrática do Congo.

Abusos sexuais

A porta-voz citou ainda relatos de agências da ONU em Nairobi sobre aumento de casos de abusos sexuais e assaltos contra mulheres e crianças.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, anunciou que está preparado para ajudar cerca de 85 mil pessoas com albergue e produtos de primeira necessidade.

Segundo as Nações Unidas, mais de 300 pessoas morreram devido a violência após o anúncio dos resultados das eleições presidenciais.

As eleições ocorreram em 27 de Dezembro e os resultados foram revelados no domingo.

De acordo com a Comissão Eleitoral do Quénia, o actual presidente, Mwai Kibaki, conseguiu a reeleição, mas a oposição, liderada pelo também candidato Raila Odinga, contesta os resultados.

 

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