ONU distribuirá alimentos a vítimas no Quênia
BR

7 janeiro 2008

Operação, em parceria com a Cruz Vermelha, deve beneficiar cerca de 100 mil pessoas que fugiram após eleições presidenciais.

Mônica Valéria Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, informou que iniciará uma operação de assistência humanitária no Quênia, após a onda de violência que causou pelo menos 300 mortes desde domingo.

Segundo o PMA, cerca de 100 mil pessoas fugiram de suas casas com medo dos choques entre tropas do governo e manifestantes contra a reeleição do presidente Mwai Kibaki. O resultado do pleito foi contestado pela oposição liderada pelo candidato Raila Odinga.

Análise

O PMA afirmou que deverá distribuir os mantimentos com a ajuda da organização Cruz Vermelha. A maioria dos deslocados está na região do Vale do Rift, no oeste do país.

O vice-diretor do Departamento de Operações e Gestão do PMA, Ramiro Lopes da Silva, disse à Rádio ONU, de Roma, que a agência já está analisando a possibilidade de expandir a operação.

"São fundamentalmente pessoas que tiveram bens e, em alguns casos, propriedade queimada e que tiveram que se deslocar para outras áreas. Eventualmente, nas próximas 48 horas, talvez teremos que expandir essa assistência preliminar que estamos providenciando para incluir pessoas que não se deslocaram mas que estão sendo afetadas direta ou indiretamente pela presente crise política", disse.

Acesso

Por causa da violência, as Nações Unidas recomendaram a seus funcionários que permaneçam em casa.

Lopes da Silva disse que só o pessoal essencial, como os trabalhadores do PMA, está se mobilizando com a ajuda de autoridades locais.

"A movimentação desses colegas foi discutida com os colegas da segurança das Nações Unidas e, uma vez mais, estão fazendo essa deslocação sob proteção das forças de segurança", disse.

Segundo a ONU, várias estradas foram bloqueadas, o que deve dificultar a passagem dos alimentos.

Nesta sexta-feira, relatores de direitos humanos da ONU divulgaram uma nota conjunta manifestando preocupação com o que eles chamaram de dimensão étnica da violência.

Os relatores mencionaram a morte de dezenas de pessoas que se refugiavam numa igreja.

 

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