Violência no Quênia faz 250 mil refugiados
BR

8 janeiro 2008

Incidentes começaram após resultado das eleições presidenciais, que deram vitória a Mwai Kibaki; pelo menos 350 pessoas morreram.

Os confrontos começaram em 27 de dezembro após manifestantes terem saído às ruas para protestar contra a reeleição do presidente Mwai Kibaki.

Pelo menos 350 pessoas morreram nos confrontos.

Por causa da violência, a ONU pediu aos funcionários que permanecessem em casa. Mas nesta segunda-feira, muitos puderam voltar ao trabalho como contou à Rádio ONU de Nairóbi, o funcionário do Pnuma, Nilvo Silva.

"Hoje, a situação já é bem mais calma, já não há tantos conflitos no país. A sede das Nações Unidas, aqui em Nairobi, esteve fechada por quase duas semanas e hoje uma boa parte do trabalho já retorna ao normal. Mas nós estamos todos acompanhando para ver como as lideranças políticas no Quênia vão lidar com a situação agora, já tendo sido criado o conflito", disse.

Segundo Silva, os confrontos supreenderam muitos moradores da capital queniana.

"Ninguém no Quênia imaginava que a situação fosse chegar ao ponto de igrejas serem incendiadas com pessoas dentro. Algum conflito evidentemente sempre acontece mas, nessa escala, nesse nível de crueldade, ninguém poderia estar esperando isso", disse.

Ajuda humanitária

O porta-voz do Programa Mundial de Alimentos, PMA, Peter Smerdon, afirmou que a agência distribuiu comida a pelo menos 40 mil pessoas até agora. A operação, que conta com a ajuda da Cruz Vermelha, espera atender pelo menos 100 mil pessoas nos próximos dias.

Na sexta-feira, relatores de direitos humanos da ONU divulgaram uma nota conjunta manifestando preocupação com o que eles chamaram de dimensão étnica da violência.

 

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