Técnicos poderiam suprir falta de médicos

9 janeiro 2008

Agência da ONU diz que, sob treino apropriado, alguns cuidados de saúde poderiam ser delegados a enfermeiros e outros profissionais.

Segundo a OMS, por falta de pessoal mais qualificado, o combate a doenças, como por exemplo, HIV/Sida, está sendo dificultado em pelo menos 57 países.

Brasil

O encontro, de três dias, reúne ministros da Saúde, especialistas e agências da ONU.

O médico da OMS, Marco Vitória, disse à Rádio ONU, de Genebra, que a proposta não é novidade, e já tem obtido resultados no Brasil.

"Nós já temos experiência com uma estratégia semelhante em outras doenças. Por exemplo, em muitos países, incluindo no Brasil, existe o tratamento sindrômico das doenças de transmissão sexual, que não só o HIV, que são muitas vezes administradas pelos enfermeiros. E mesmo o tratamento da tuberculose, em muitos locais, é também administrado por enfermeiros, que são capacitados e treinados em um programa de saúde pública simplificado para que isso seja realmente efectivo e seguro", disse.

Incentivo

Segundo Vitória, na África, Malauí, Etiópia e África do Sul também delegam funções para compensar a falta de médicos principalmente no tratamento do HIV.

O especialista da OMS lembrou ainda que a proposta pode se tornar um incentivo aos profissionais nos países em desenvolvimento.

"Paralelo a esse processo, há também uma clara preocupação de se aumentar a formação de profissionais médicos, nesses países, e evitar um grande problema que é a fuga ou a perda de profissionais de saúde. Os países formam os profissionais de saúde e eles vão embora. Então, tem que haver incentivos, políticas de fixação para que a pessoa realmente fique no país", explicou.

De acordo com a OMS, o programa de transferência de funções deve contribuir também para a formação de quadros no sector da saúde.

 

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