Brasil reduz mortalidade infantil em 50%

22 janeiro 2008

Informação é do relatório mundial da agência; São Paulo detém melhor índice de desenvolvimento para crianças.

Segundo o documento, “Situação Mundial da Infância 2008”, o país registrava 57 mortes de menores de cinco anos por 1 mil nascidos vivos. O número caiu, há dois anos, para 20 mortes.

A representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier , disse à Rádio ONU, de Brasília, que o país está no caminho certo, mas deve fazer mais para combater a desigualdade.

"Estamos na direção da Meta do Milênio mas, de novo, para chegar a essa meta, certamente essa taxa de 20% teria que cair para menos de 18%. Estamos bem aqui no Brasil, a tendência é positiva, mas temos que continuar e fortalecer os esforços", disse.

Segundo a representante do Unicef, a taxa de morte de crianças indígenas e negras é bem maior que a de crianças brancas.

Marie-Pierre Poirier (foto) disse ainda que os números também variam de região para região do país.

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"A nossa região do nordeste, o semi-árido brasileiro, apresenta dados muito superiores aos nacionais. Por exemplo, a taxa para o nordeste é 36,9%. Isso mostra a situação de um Brasil que tem condições de fazer cair a taxa em nível da estatística nacional, mas que apresenta desafios de desigualdade regional e racial muito importantes", explicou.

O relatório do Unicef revela que a maior taxa de mortalidade de bebês continua sendo no nordeste. Os casos mais graves são nos estados de Alagoas e Paraíba.

Os melhores Índices de Desenvolvimento Infantil (IDI) estão nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Na América do Sul, três países registraram taxas melhores que a do Brasil: Chile, Argentina e Uruguai.

Em todo o mundo, o país com o pior índice de mortalidade infantil é a Serra Leoa com 270 mortes para 1 mil nascidos vivos, seguido de Angola com 260 óbitos infantis.

 

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