Relatora conclui visita a Israel e áreas palestinas

Relatora conclui visita a Israel e áreas palestinas

Asma Jahangir (foto), responsável por liberdade de religião e credo, criticou indicação de religião em documentos.

Jahangir disse que apesar de não ter recebido nenhum relato de perseguição religiosa, alguns aspectos sobre segurança e identificação da religião em documentos de identidade preocupam.

Identidade

Durante os sete dias em que esteve em Israel e nos territórios palestinos, a relatora especial da ONU se reuniu com representantes do governo, religiosos e membros da sociedade civil.

Asma Jahangir disse que qualquer medida de combate ao terrorismo por parte de Israel deve respeitar a lei internacional que inclui liberdade de religião e credo.

Mas para a relatora, a exigência de autoridades palestinas de incluir em documentos de identidade a religião do portador também preocupa.

Jahangir disse que documentos emitidos por Israel não exigem informação sobre religião. Ela ainda afirmou que não recebeu nenhuma alegação de perseguição religiosa por parte do Estado.

Presos

A relatora disse que recebeu, no entanto, informações de que os direitos religiosos dos presos não estariam sendo inteiramente respeitados.

Numa nota após a visita, ela disse que foi informada sobre casos de crime de honra praticados nos territórios palestinos contra mulheres.

A relatora afirmou que muitas mulheres em Gaza estariam sob coerção de usar o véu não por convicção religiosa, mas por medo.

Um dos casos citados pela relatora da ONU foi o seqüestro e assassinato de um bibliotecário cristão em Gaza, em outubro passado.

Casamento

Uma outra preocupação da relatora é a proibição de casamento para cerca de 200 mil israelenses com residentes no país.

Segundo ela, a união não pode ser feita por falta de indicação oficial de religião por parte dos noivos não-israelenses.

Após a visista aos territórios palestinos, Asma Jahangir deve produzir um relatório para o Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça.