Lei de Refúgio faz 10 anos no Brasil (Português para o Brasil)

4 dezembro 2007

Chefe de agência da ONU para refugiados diz que país é exemplo para América Latina.

Eduardo Costa, da Rádio ONU em Nova York

Um relatório do Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, revela que, no Brasil, mais de 70% da população refugiada recebe assistência sobre abrigo e direitos humanos.

De acordo com a agência da ONU, a média na América Latina é de 10%.

A assistência envolve palestras sobre a cultura do país, treinamentos, cursos de língua, auxílio na busca de postos de trabalho etc.

O relatório "Plano de Ação do México - O Impacto da Solidariedade Regional" lançado em Brasília, na terça-feira, sugere que nos últimos três anos, o Brasil acolheu mais de 50% dos pedidos de refúgio.

Aniversário

O lançamento do relatório marca também o 10° aniversário da Lei de Refúgio no Brasil.

O representante do Acnur no país, Luis Varese, falou a Rádio ONU, de Brasília, sobre a importância dos avanços alcançados.

“O Brasil já é um exemplo. O país tem o programa de reassentamento solidário. Recentemente, recebeu 100 refugiados palestinos do Iraque. Acho que o Brasil terá ainda mais um impacto exemplar na vida dos países vizinhos e do mundo inteiro“, disse.

Pelo programa de reassentamento solidário, refugiados que não se sentem seguros no primeiro país de asilo, podem requerer refúgio num terceiro. Cerca de 400 refugiados, dos 3,5 mil abrigados pelo Brasil, são reassentados.

O relatório do Acnur avaliou a implementação do Plano de Ação do México na América Latina entre 2005 e 2007.

O nome do plano refere-se à Cidade do México, onde foi firmado, em 2004, um conjunto de medidas para melhorar as condições dos refugiados na região.

 

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