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ONU debate envelhecimento na América Latina

Unfpa diz que países em desenvolvimento devem aproveitar a situação atual para fazer poupanças.

Eduardo Costa, da Rádio ONU em Nova York.

Termina nesta quinta-feira, em Brasília, a segunda Conferência Regional sobre Envelhecimento na América Latina e Caribe.

A iniciativa reúne representantes dos governos da região e é organizada pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, Cepal.

No Brasil

A representante do Fundo de População das Nações Unidas, Unfpa, no Brasil, Taís Freitas dos Santos, falou à Rádio ONU sobre os desafios do envelhecimento.

Segundo ela, o país enfrenta maiores dificuldades porque o envelhecimento no Brasil foi muito rápido.

“O declínio da fecundidade, que nos países europeus levou em torno de 100 anos, no Brasil ocorreu num curtíssimo período de tempo, por volta de 30 anos. Isso significa que a gente tem que conviver com um envelhecimento muito mais acelerado da população brasileira do os países desenvolvidos tiveram”, disse.

Poupanças

A representante do Unfpa disse ainda que os países em desenvolvimento devem aproveitar a situação atual para fazer poupanças.

“Uma grande parte dos países em desenvolvimento está atravessando uma fase demográfica bastante favorável, que é o bônus demográfico. A gente tem uma população em idade ativa muito maior do que a população em idade inativa, que é a população mais idosa e a população de crianças. Se cria emprego para todas as pessoas, você pode fazer uma poupança na previdência muito boa. Agora, isso tem que ser gerenciado de uma forma bastante honesta também”, explicou.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2000 viviam no país 14,5 milhões de idosos, o que representa 8,6% da população total.

Em uma década, o número de idosos no Brasil cresceu 17%.